Sinto o rio. Estou feliz. Não rio mas sorrio porque sei que fala p'ra mim.
É o rio. Instala-se a desordem ruidosa quando aponto o olhar à corrente que dança.
Está frio. Sei porque sentada em pedra está e o céu gélido azul. Claro. Suave. Inverno talvez.
E antes Inverno que Inferno há calor que faz ruir.
E Inverno repito, digo-te eu, sentada num sossêgo que inspira e espelho de paz de alma... és quente quando contemplo o rio e confortas-me tu assim.
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