segunda-feira, 27 de junho de 2011

Cais

Quando um barco tem pés para andar
E as ondas só vem chatear
Lá no fundo do mar imundo imenso sais
Oh! Neptuno e as tuas sereias sensuais
Vendes no cais

Quando um barco se está para afundar
E só esses ratos não o quiserem abandonar
Quando a maré negra chegar
E não houver ninguém pr'ó crude limpar

Se o pescado morre ao lado
Se ainda se ama o mar salgado
Então é ver no cinema se ainda há lodo no cais
Se o mercado impera e somos todos iguais
Muito cuidado, quando escorregas sempre cais.

Rui Reininho

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