domingo, 10 de janeiro de 2010

Senhora das Indecisões

Eu bem sei que tu também
Não sabes o que ser
Bem eu sei que tu também
Não receias viver

Eu sei bem o que te amei
O que ficou por dizer
Debaixo do limoeiro
Que vimos nascer

Desamarra.
Quem não vê, já não agarra.
Negoceia a viagem.

Amada inconstante
Senhora das Indecisões
Dá doce certeza laranja
Azedos os limões

E se não me quiseres dar
Insistires na razão
Rezarei ordem maior
A ordem do coração.

Pedro de Tróia e Manuel Fúria
Lisboa, Outubro de 2010

2 comentários:

  1. Continuo a defender a aprazibilidade dos limões, mas já ouvi por repetidas vezes que estou quase só neste mundo cruel onde um fruto amarelo e de tão distinta simetria é desprezado...

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  2. Adorei o que escreveste...não só neste post, em todos! De facto, és uma espécie de quase siamês literário. Vou postar os meus poemas. Sem medo, afinal, medo de quê? Se liberto o que me está cravado na alma, é lógico que o partilhe, ou continuará a ser algo só para mim, e nunca atingirá o seu propósito de liberdade...

    Beijinhos,

    Sofy

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