Sentado espero a Primavera
Que libertará as primitivas ondas
De um estado senvível
Que se avizinha quente
Não condeno o frio que paralisa
Não condeno a chuva que destrói almas
Não condeno o vento que atormenta
Não condeno mas que se danem.
Rogo que venham os telhados vermelhos
Ao fundo de um miradouro qualquer
Um Sol brilhante que ofusque
Uma arajem fria que insista em não ir embora
Passaros que migrem
Rebentos nas plantas
Coisas que nos acordem do tempo gasto a hibernar.
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