domingo, 6 de fevereiro de 2011

Recado ao deitar

Ocultas-te não cedendo
Medo de te revelares
Erro grosseiro, compreensível
Crias sede ao me encantares.

Aguardo-te em terras dos meus vícios
Aguardo ao Sul regresses
Que nessa volta em mim embatas
Sem ímpeto ou ruído
Com céu azul e olhos verdes
Retrato perfeito nessa tua moldura morena.

Quem és não sei, mas sei que sei
Ter mil pretextos para saber quem és.

Sem comentários:

Enviar um comentário