Sei que muito me cruzei
Andei à solta e um braço evitei
Resta que ninguém compreenda
Ao estado em que quis ficar.
Meticuloso ser
Em que demais pensei
Tirando horas ao sono
Rugindo perdendo o que dei
Os segredos...
Gostos súbitos e repentinas mudanças
Ontem lá sempre ficaram
Sacudidas nunca vingaram
De certo nunca errei
E certo sei que pequei
Mas a história reside na grandeza do que não se viveu
Ao tempo que ainda hoje recordo
Tantos corredores me cruzei
Ou tantas mensagens lutei
Sem que me libertasse
Guerra que vivi e durou intenso combate de razões e emoções
Um dia vou perceber...
E um dia vou aprender.
Rasgo uma camisa.
Recorto o passado que interessa
Anseio chegar até quem
Uvas e outros frutos dará
Mas de livre e bondosa vontade.
Devo ser louco não sei
Isso de ser verdadeiro
Antes de história viver
Desde que em recantos se escreva
E saiba como escrever
Cobiça e tudo mais
Lavrarei palavras dia tarde noite
Até que sejam frases
Reescrevo-as se fôr destino
Ouro guardo para oferecer.
Mexam-se.
Emergência, vontade de afirmar
À maneira que bem sei
Tenha lata, sentido ou não
Um dia terei razão.
Abraço sentido, escrito,
Frieza distante ímpar
Retorno ao dom da palavra
Embelezo olhos desse olhar
Não se acanhem de ouvir verdades
Temam que elas perdurem.
Eu sou palavras com Norte.
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