terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Um prato que se serve quente

Soube um dia que alguém não sabia escolher onde jantar
Adivinha-se eu tal feito, arquitectava uma admirável massa.
Restou-me apenas ter de tirar do bolso uma bússula
Apressar-me e descer a Rua do Carmo
Mas sempre com um ar confiante de quem sabia o destino.
Ao chegar ao deserto Rossio, Itália chamou por mim
Tanto chamou que tiros de um artista escutei até ao fim.
O final foi um passado que hoje teria invertido
Sem sequer pestanejar (e que belo termo)
Guardo num caderno o que disso ficou
Uma vez que me tocou
Enquanto que cromo não sou
Repetiría tal jantar
Repetiría no presente mas destino trocado
Algum dia saberei se fui, enfim, abençoado.

1 comentário:

  1. Que génio que és! Em 2 segundos consegues fazer tal declaração (ou não será uma declaração?). Hum, só tenho que te dar os meus sinceros parabéns pois conseguiste com que o segredo se mantivesse.. Não considero isto como uma vingança pois essa serve-se fria, portanto, amigos como dantes :P

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